sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cálice



"De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta..."
Gilberto Gil e Chico Buarque

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Olhos nos Olhos

A fonte de inspiração das canções sempre foi objeto de curiosidade nas pessoas. Quem nunca se perguntou quem seria a musa inspiradora de determinada música? Certa vez ouvi de alguém a seguinte frase: “Parece que esses autores já sofreram todas as dores de amor”, que provém da idéia de que toda música vem de um acontecimento real, pessoal ou próximo do autor.

O grande letrista Chico Buarque de Holanda autor de diversas canções, que tratam dos mais variados temas, por vezes feitas por encomenda, desmitifica essa idéia. Em entrevista feita para a revista Almanaque em 2007 ele diz:

Depois da ditadura falam que o artista só faz música para pegar mulher. Mas aí normalmente acontece o contrário, o artista inventa uma mulher pra pegar a música.

Para ilustrar que nem sempre uma canção tem relação com uma vivência imediata, Chico costuma dar o exemplo de “Olhos Nos Olhos” que foi escrita após sair transtornado de uma conversa, que levou toda a tarde, com o amigo Paulo Pontes, possuidor de uma doença que o preocupava muito. Na mesma noite compôs a música que nada tem a ver com o estado de espírito que o autor se encontrava.

Chico afirma que muito mais importante que a história da música é a música em si. Que seja... Eu particularmente contínuo gostando de conhecer as fontes de inspiração dos autores além de me deliciar com suas canções.

Pra não perder o costume deixo vocês com “Olhos nos Olhos” que fez sucesso na voz de Maria Betânia, para quem Chico mandou a música assim que terminou de compor. Ele disse que quando a concluiu achou que era “a cara da cantora. Parece que estava certo pois a música virou sucesso inclusive nas rádios AM onde em geral a MPB não possui muito espaço.

Ouça a música on line: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Maria-Bethania&album=Sonho-Impossivel&codcd=005324-7

terça-feira, 27 de abril de 2010

Velha Roupa Colorida

Se tem uma coisa que realmente me irrita é ouvir pessoas se vangloriando de um passado de desrespeito aos direitos individuais. A frase "no meu tempo era assim" normalmente é precedida ou seguida de alguma barbaridade, do tipo "não se questionava, apenas obedecia" ou "mulher só trabalhava em casa" ou quem sabe "criança não tinha vontade", ou até mesmo “ter um filho viado era uma desonra”. Entretanto pra mim, pior do que o saudosismo a um tempo de trevas é querer utilizá-lo como justificativa a uma ação descabida no presente.

Eu fico meio que admirada quando ouço afirmações, que declinam dessa linha de raciocínio, de pessoas que não são, não descendem e nunca farão parte da elite dominante desse país. Me parece que o “no meu tempo era assim” é a confirmação ingênua de quem não sabe mas foi “alienado” ao ponto de aceitar e até concordar que seus direitos fossem sufocados em prol de interesses meramente particulares. Interesses que engrandecem apenas ao ego, a vontade e a vaidade de quem tenta oprimir e roubar a dignidade do outro.

Talvez alguns atrasados ainda não tenham percebido, enquanto que outros apenas ignoram a mudança do tempo e tentam, ainda com algum sucesso, manter as velhas estruturas de desrespeito. A verdade é que independente do posicionamento da massa alienada ou da elite dominante essa é uma parte do nosso passado que não nos serve mais.

Não nos serve mais a existência de assassinos cruéis e racistas que matam queimados índios pelas esquinas. Não nos serve mais ter mulheres violentadas física e moralmente, por vezes mortas, pelos seus conjugues. Não nos serve mais um militarismo pelo meio e as avessas que sob a máscara da discricionariedade tenta submeter funcionários concursados as vontades de seus superiores hierárquicos e não as necessidades do bem estar público. Não nos serve mais ter malas, cuecas, meias, bolsas e bolsos cheios do dinheiro público passeando pelo Brasil e pelo exterior para sustentar o luxo de quem deveria oferecer dignidade ao povo. Não nos serve mais o preconceito cruel e excludente que assedia moralmente, no trabalho e nas escolas, homossexuais. Não nos serve mais o descaso de governos que não se preocupam com a inclusão social, econômica e cultural de pobres, negros, idosos e deficientes físicos. Tem tantas outras coisas que não nos serve mais que é só abrir o jornal ou assistir a um noticiário pra perceber que se a democracia já nos pertence de direito ainda falta muito para que possa ser nossa de fato. Mas enquanto isso não acontece deixo para os desavisados, os que não sentem nem vêem, os fingidos e até mesmo para os declarados defensores da impunidade e do desrespeito a voz estridente de Elis Regina cantando a música de BelchiorVelha Roupa Colorida”.

Ouça a interpretação de Elis Regina em Falso Brilhante-1998 on line: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Elis-Regina&album=Falso-Brilhante&codcd=000420-0


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Preciso dizer que te amo



"Eu já nem sei se tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira".
Bebel Gilberto/Cazuza/Dé

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Perfeição

Perfeição
Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Não me deixes


Nesta vida já me emocionei com diversas canções belas e melancólicas que falam sobre separação. Dentre todas sempre imaginei que “Eu te amo”, música de Tom Jobim e letra de Chico Buarque, era insuperável, não somente pelo amor triste e calmo, maduro, da melodia, mas, também pela letra irretocável, onde o amante mostra a quem o deseja deixar que não se deve olvidar tantas coisas construídas, vividas e até, por que não, tantas mais por viver.

Desta forma, como vejo que não se compõe atualmente tantas coisas belas e profundas assim, acreditei impossível que alguma outra música me tocasse tanto quanto esta. Porém havia eu esquecido que este passado frutífero tem um universo infinito onde minha ignorância é senhora. Assim sendo, assistindo competições de patinação artística no gelo, vi um atleta suíço, Stephane Lambiel, interpretando, dançando uma música francesa de Jacques Brel de nome “Ne me quitte pás”, que eu já conhecia, claro. E Lambiel interpretou com tamanha amargura que eu me entristecia e amargurava sempre que revia tal apresentação, foi quando lembrei que minha ignorância também era senhora da letra de tal composição. Eu não sabia patavina do queria o autor falar com aquela obra. E fui compelido a conhecer a letra desta música.

Creio que ver, conhecer, sentir, perceber a letra da música “Ne me quitte pás”, tenha sido uma das experiências mais prazerosas que tive nos últimos tempos. A cada verso, cada parábola eu era tomado por uma surpresa, uma satisfação tão grande que somente se comparava à amargura e tristeza que também sentia junto com o poeta. Tal qual “Eu te amo”, aqui já citada, o poeta tenta de todas as formas dissuadir sua musa do escopo principal que é deixá-lo. E é exatamente aí que reside a diferença entre a tristeza da letra escrita por Chico e a loucura exposta por Brel. Enquanto Chico mostra os passos de uma vida ao lado da parceira, com aspectos cotidianos delineados por poesia, a rotina mostrada com beleza suprema, Brel se lança aos delírios do amante que não tem por si amor, orgulho algum. Brel em cada estrofe parece encarnar um amante cada vez mais alucinado, louco e desta forma encarna vários amantes, aqueles que cada um de nós é uma vez ou outra. Começa tentando esquecer erros e questionamentos mínimos ou sumários. Depois encarna o amante que tudo promete inclusive o impossível, como no verso “Te oferecerei pérolas de chuva vindas de países onde nunca chove” e mesmo a eternidade “Escavarei a terra até depois da morte, para cobrir teu corpo com ouro, com luzes”. Logo após se lança megalomaníaco na passagem que mais gosto da música “Criarei um país onde o amor será rei, onde o amor será lei e você a rainha.” Depois Brel se mostra profundamente romântico capaz de falar a língua que somente aqueles que se amam entendem, e colocando sua musa em altar mor. Brel ainda se mostra esperançoso, crendo que o amor pode ressurgir sempre e ainda melhor como no por do sol onde o vermelho e o negro se enlaçam transformando em algo mais belo.

A última estrofe é a onde surge o mais triste e infeliz dos amantes, aquele que não tem brio, aquele que não tem por si respeito algum, orgulho algum. O amante que jaz sem esperança e se resigna a ficar ali e nada fazer. Aquele consumido por uma paixão voraz e não correspondida que somente quer saber se o seu objeto de desejo está bem e feliz. Aquele amante que já não existe e que quer somente “ser a sombra da tua sombra, a sombra da tua mão, a sombra do teu cão”. Não me deixes.

Ne Me Quitte Pás - Jacques Brel



Eu Te Amo - Chico Buarque,Tom Jobim e Telma


O Kalliman

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Música no Fim de Semana

Confira a programação musical para o fim de semana:

Sexta-feira (16/04/10)
Uma mulher que nasceu para ser estrela. Desde cedo, botou a boca no mundo: para cantar, para mostrar que podia ser alguém, para se defender de tudo e de todos, em um mundo que sempre pareceu estar contra ela. Entretanto, como é dura na queda, levantou, sacudiu e deu a volta por cima. É para esta cantora e mulher que a Arte Sintonia Companhia de Teatro apresenta o espetáculo musical "Se Acaso Você Chegasse", inspirado na vida de Elza Soares.

Local: Teatro XVIII

Horário:20h

Ingressos:R$5

Dias: Todas as sextas-feiras do mês de abril


  • ENSAIO DE SÃO JOÃO - BANDA ESTAKA ZERO

    Todas as sextas-feiras até o dia 28 de maio, no Bahia Café Hall, a partir das 22 horas. Essa

    semana a banda trará como convidados o Trio Nordestino - um dos

    mais tradicionais grupos de forró do País - e Denny da Timbalada.

    Local: Bahia Café Hall

    Ingressos: R$60 (camarote) e R$25(pista)

    Maiores Informações: 3011-0090

All Star


"Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra hoje"
Nando Reis

terça-feira, 13 de abril de 2010

Marisa Monte - Gentileza


Em 23 de Dezembro de 1961, José Datrino - empresário - dono de uma transportadora de cargas no Rio de Janeiro acordou dizendo ter ouvido "vozes astrais" que o mandava se desligar do mundo material e se dedicar ao mundo espiritual. Diante do acontecido Datrino decidiu pegar seu caminhão e ir para Niterói cidade onde 06 (seis) dias antes acontecera o que ficou conhecido como uma das piores tragédias do mundo circense, um incêndio no circo Gran Circus Norte-Americano que matou mais de 500 pessoas, sendo a maioria crianças. José Datrino plantou um jardim e uma horta sobre as cinzas do circo e transformou aquele lugar em sua morada por mais de quatro anos. Voluntariamente decidiu se transformar num consolador, buscando levar conforto para as famílias vítimas da tragédia através de palavras de bondade e gentileza. Desde então passou a ser conhecido como José Agradecido ou Profeta Gentileza.

Em 1970 o profeta começou sua jornada como andarilho, percorrendo toda a cidade do rio de janeiro, era visto nas ruas, barcas, praças, trens e ônibus fazendo pregações que tinham como tema o amor, a bondade e o respeito ao próximo e a natureza. Entre as décadas de 80 e 90 escolheu 56 (cinquenta e seis) pilastras, equivalentes a aproximadamente 1,5 km de extensão, para escrever o que alguns estudiosos chamam hoje de Livro Urbano de Gentileza. O profeta enchia as pilastras com inscrições que formavam uma cartilha de amor, bondade e gentileza. José Datrino faleceu aos 79 anos deixando pelas ruas de Niterói grandes ensinamentos.

Em 1997 uma ação equivocada da Companhia de Limpeza Urbana da Cidade ocultou quase a totalidade de sua obra. A companhia que pretendia limpar a cidade das pichações encobriu de cinza parte do livro urbano fazendo com que a cidade não entendesse a razão daquela atitude. Em janeiro de 1999 foi lançado o programa Rio com Gentileza que possuía a finalidade de criar ações de reconstrução da obra. Entretanto a restauração só começou em Setembro quando a Universidade Federal do Rio de Janeiro, juntamente com a Socicam, o Consórcio Novo Rio e Fosrox Reac em 1999 conseguiram a adesão e a participação da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro na restauração da obra do profeta, que terminou em maio do ano seguinte.

O Profeta Gentileza vem inspirando cineastas, músicos e videomakers ao longo destes anos, inclusive uma das mais consagradas artistas da MPB, a cantora e compositora Marisa Monte.

Marisa desde a sua adolescência já admirava a mensagem do profeta, que tinha contato ao passar pelas ruas da cidade. Ao perceber a tinta cinza nos muros, contagiada pelo movimento Rio com Gentileza resolveu prestar uma homenagem a José Agradecido ao escrever e gravar a música Gentileza no CD Mémórias, Crônicas e Declarações de Amor.

É com essa mensagem e homenagem que deixo vocês hoje, na companhia e ao som de Marisa Monte cantando Gentileza.

Saiba mais sobre o projeto e o profeta ao acessar: http://www.riocomgentileza.com.br/ e tenha acesso a letra em: http://www2.uol.com.br/marisamonte/novosite/novositeport.htm

Vanessa da Mata - Um dia, um adeus


Deixo vocês na companhia agradabilíssima de Vanessa da Mata cantando Um dia, um adeus (Guilherme Arantes) no vídeo extraído do DVD Vanessa da Mata -Multishow ao vivo. Maravilhosa!!!!! :)


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vida Louca Vida




"Tô cansada de tanta caretice, tanta babaquice
Desta eterna falta do que falar".
Lobão/Leonardo Vilhena

Cazuza - Eu Preciso Dizer Que Eu Te Amo

Música no Fim de Semana


Sexta-feira (09/04/10)

O palco do Teatro Castro Alves recebe novamente a interpretação intensa e o violão personalista de Mônica San Galo. A cantora estreia a turnê Confissões de Madame, DVD e CD gravado ao vivo na Sala Principal do TCA e lançado recentemente. O trabalho mostra a Madame, personagem que, ao olhar para dentro de si, se vê dividida entre uma vida confortável, feliz e sonhadora e outra na qual a arte pulsa incessantemente. E a arte, os sonhos antes proibidos, por fim rompem as amarras e se libertam. Essas duas facetas estão no espetáculo fortemente marcado pelo repertório do DVD, totalmente autoral e inédito. Releituras de clássicos da MPB completam a noite, que terá sambas, boleros, baladas e tangos.

Horário: 21h

Ingressos: Inteira- R$ 70 (filas A a P), R$ 50 (filas Q a Z11)

A banda inicia hoje a terceira temporada dos Ensaios de São João. Os shows vão acontecer todas as sextas-feiras até o dia 28 de maio, no Bahia Café Hall, a partir das 22 horas. Para alegrar a noite dos forrozeiros soteropolitanos, a banda vai trazer Targino Gondim.

Local: Bahia Café Hall

Ingressos: R$60 (camarote) e R$25(pista)

Maiores Informações: 3011-0090

Toda sexta tem Tio Barnabé e convidados no Coliseu do Forró. A banda receberá como convidada a banda Menina Forrozeira.

Local: Coliseu do Forró (Patamares)

Horário: 22h

Ingressos: R$15

Uma mulher que nasceu para ser estrela. Desde cedo, botou a boca no mundo: para cantar, para mostrar que podia ser alguém, para se defender de tudo e de todos, em um mundo que sempre pareceu estar contra ela. Entretanto, como é dura na queda, levantou, sacudiu e deu a volta por cima. É para esta cantora e mulher que a Arte Sintonia Companhia de Teatro apresenta o espetáculo musical "Se Acaso Você Chegasse", inspirado na vida de Elza Soares.

Local: Teatro XVIII

Horário:20h

Ingressos:R$5

Dias: Todas as sextas-feiras do mês de abril

Sábado (10/04/10)

Depois de comprovar seu talento no teatro, através de grandes musicais e na televisão, Daniel Boaventura abraçou definitivamente seu talento também como cantor e lançou o seu primeiro álbum vendendo mais de 40 mil cópias. E é nesse mesmo formato tão bem sucedido que resgata os grandes “standards” americanos com o show “Songs 4 U”. No repertório, releituras de grandes sucessos de Frank Sinatra, Ray Charles, Barry White, Carly Simon e, até, George Michael.

Horário: 21h.

“Rainha” é a quarta montagem do grupo de dança brasiliense Margaridas. O espetáculo é inspirado em poemas de escritoras brasileiras e estrangeiras para refletir sobre a condição da mulher negra na atualidade. São abordados no palco diferentes olhares dessa realidade, tanto questões políticas e sociais, como também o lirismo encontrado em sua escrita. Dentre os textos selecionados para inspirar as cenas estão textos de escritoras como Elisa Lucinda (Espírito Santo) e Negra Li (São Paulo). A trilha sonora serve para reforçar o universo feminino negro utilizando as canções “Four women” e “Images” de Nina Simone; “Tarata” de Clementina de Jesus; e “Ilu ayê” na voz de Clara Nunes. Encenado pela primeira vez em 2008, “Rainha” tem como propósito maior unir a dança, história e literatura.

Horário: 20h

Local: Palco Principal - Teatro Vila Velha

Ingressos: R$10 (inteira)

Dias:10 e 11 de abril ( sábado e domingo)