- André Becker
- Maria Gadu, 80 na Pista e Dj Agenor em Feira de Santana
Espaço reservado por quem não entende, não conhece mas gosta muito de música. Para escrever, ouvir, comentar, conhecer, aprender e sentir um pouco da boa música brasileira. Entrem, puxem a cadeira, sentem, tomem um pouco de vinho e fiquem a vontade...
O Bêbado e A Equilibrista
(João Bosco / Aldir Blanc – 1979)
Intérprete: Elis Regina
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.
Meu Brasil.
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar...
O bêbado e a equilibrista foi composta em 1979 e tornou-se o hino da luta pela anistia, pela volta dos exilados e pela abertura política do regime militar. A canção ficou consagrada na belíssima voz da cantora Elis Regina que participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira.
Elis foi quem apresentou Henrique de Souza, o famoso cartunista Henfil, a Aldair Blanc no verão de 1975. Período em que o cartunista e o letrista iniciaram uma amizade. Henfil falava muito ao amigo do seu irmão Bentinho, sociólogo e ativista pelos direitos humanos que foi perseguido e exilado pela ditadura militar em 1971. Com a morte de Charile Chaplin, em 1978, João Bosco fez uma melodia belíssima em sua homenagem e Aldair Blanc a letrou fazendo uma dura crítica a ditadura e uma homenagem ao amigo ao citar a sonhada volta do "irmão do Henfil" .
Confira a interpretação política da música em: http://www.ponto.altervista.org/Musica/entrelinhas/bebadopt.html
TCA: Toquinho e MPB4
Toquinho e MPB4 surgiram no cenário musical por ocasião dos grandes festivais da década de 1960 e consolidaram suas carreiras ao longo de mais de 40 anos. O espetáculo será uma síntese da trajetória desses artistas, que homenagearão Vinicius de Moraes, principal parceiro de Toquinho; e Chico Buarque, que já chegou a considerar-se o “MPB-5”. O público poderá reviver sucessos como “Tarde em Itapoan”, “Regra três”, “Testamento”, “Meu Pai Oxalá”, “Aquarela” e cantar junto com Toquinho, tanto quanto “Roda viva”, “Cálice”, “Olé-olá”, “Morena dos olhos d’água” nas vozes do MPB4. Além de clássicos marcantes: “Amigo é pra essas coisas”, “A lua”, “O ronco da cuíca”, e outras canções. Destacando-se ainda a parte do show dedicada ao Mundo da Criança, numa animada criação de “O pato”, “A casa” e o “O caderno”. E ainda, no alinhavo das canções, a platéia poderá curtir histórias da MPB contadas com graça, humor e com uma dose de picardia.
Horário: 21h
Ingressos à venda (inteira): $ 150 (Filas A a P), R$ 120 (Q a Z) e R$ 100 (Z1 a Z11)
O Troféu Dodô & Osmar contempla as categorias de: melhor bloco, abadá, bloco infantil, bloco afro, bloco de samba, projeto especial, homenagem, camarote mais bonito, camarote mais animado, melhor visual de trio, melhor instrumentista, melhor grupo de pagode, banda revelação, cantor revelação, cantora revelação, melhor cantor e melhor cantora.
O prêmio de melhor música, como já era esperado, foi para "Rebolation", composição de Léo Santana (que ganhou o prêmio de melhor cantor) e Nenel. A música faz parte do repertório da banda baiana de pagode Parangolé que fez o maior sucesso no Carnaval da Bahia 2010.
Acesse o link: http://www.atarde.com.br/carnaval/noticia.jsf?id=1079715 e conheça os
vencedores de todas as categorias do Troféu Dodô e Osmar 2010.


